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Em comunicado, o movimento afirma que a análise das contas revela uma taxa de execução de investimento de 61,80%, sublinhando a ausência de projetos estruturantes, como a zona industrial, parque TIR, cine-teatro ou requalificação de equipamentos públicos. Destaca ainda que as principais obras em curso dependem de fundos europeus, nomeadamente do PRR.

Segundo o Novo Rumo, o município registou um resultado líquido negativo de cerca de 850 mil euros, sendo este o quarto ano consecutivo com contas negativas. O movimento aponta também para o aumento do prazo médio de pagamento a fornecedores, que passou de 21 para 36 dias.

Entre as críticas apresentadas, o grupo refere insuficiências ao nível da rede viária, água e saneamento, bem como a ausência de políticas de apoio à natalidade, habitação jovem e arrendamento acessível. Em contraste, destaca despesas com honorários, avenças e publicidade.

O movimento aponta ainda dificuldades no acesso a documentação e na resposta a requerimentos, defendendo uma gestão “mais rigorosa, transparente e orientada para o desenvolvimento sustentável”.

Apesar do voto contra, o Novo Rumo sublinha que tem apoiado propostas relacionadas com o movimento associativo e obras no concelho, reiterando que não se opõe ao investimento, mas sim à forma como este tem sido gerido.

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