Uma mulher de 31 anos foi constituída arguida pelo crime de furto no concelho de Mangualde, na sequência de uma investigação conduzida pelo Núcleo de Investigação Criminal (NIC) de Mangualde, do Comando Territorial de Viseu da Guarda Nacional Republicana (GNR).
A ação policial ocorreu no dia 12 de março e surge após vários meses de diligências relacionadas com furtos registados num espaço desportivo daquele concelho.
De acordo com informação divulgada pela GNR, a investigação teve início em outubro de 2025, após a apresentação de diversas denúncias por parte de vítimas que reportaram o desaparecimento de bens pessoais no interior das instalações desportivas.
Entre os objetos furtados encontravam-se dinheiro, cartões bancários, peças de joalharia e perfumes, bens que terão sido retirados dos pertences das vítimas enquanto estas utilizavam o espaço.
Perante a repetição de ocorrências com características semelhantes, os militares do Núcleo de Investigação Criminal de Mangualde iniciaram um conjunto de diligências policiais destinadas a identificar a autoria dos furtos e recuperar os bens subtraídos.
O trabalho de investigação permitiu reunir indícios que apontavam para a eventual responsabilidade de uma mulher de 31 anos.
No âmbito das diligências investigatórias, os militares da GNR deram cumprimento a um mandado de busca domiciliária, que resultou na apreensão e recuperação de vários artigos alegadamente furtados no espaço desportivo.
Entre os objetos recuperados encontram-se perfumes e uma pulseira, artigos que terão sido identificados como pertencentes a algumas das vítimas que apresentaram denúncia. Estes bens foram apreendidos como prova no processo e deverão agora ser analisados no decurso da investigação judicial.
Segundo a GNR, a ação policial foi desenvolvida após meses de recolha de informação e análise dos factos reportados, permitindo consolidar suspeitas e avançar com as diligências necessárias para a recuperação dos objetos e a identificação da presumível autora dos furtos.
Na sequência da operação, a mulher foi formalmente constituída arguida, estatuto processual atribuído a uma pessoa quando existem indícios de que poderá ter cometido um crime.
Após esta formalização, os factos foram comunicados ao Tribunal Judicial de Mangualde, entidade responsável por acompanhar o processo e determinar os passos seguintes no âmbito da investigação criminal.
A constituição de arguido não implica automaticamente uma condenação, sendo um procedimento legal que garante ao suspeito direitos e deveres processuais, permitindo também que a investigação prossiga sob supervisão judicial.
A investigação desenvolvida pelo Núcleo de Investigação Criminal da GNR teve origem em várias denúncias apresentadas por utilizadores do espaço desportivo. As vítimas relatavam o desaparecimento de objetos pessoais guardados em malas ou mochilas durante a utilização das instalações.
Os furtos terão ocorrido ao longo de vários meses, levando as autoridades a aprofundar a investigação para identificar padrões de atuação e eventuais suspeitos.
Segundo as autoridades, a colaboração das vítimas e a recolha de informação foram fundamentais para o avanço da investigação e para a identificação da suspeita.
A GNR sublinha que ações deste tipo fazem parte do trabalho regular de prevenção e investigação criminal desenvolvido pelas forças de segurança, com o objetivo de garantir a segurança da população e combater a criminalidade.
Os militares do Núcleo de Investigação Criminal desenvolvem frequentemente investigações relacionadas com crimes contra o património, como furtos e burlas, atuando em estreita articulação com o Ministério Público e os tribunais.
No caso concreto de Mangualde, a atuação da GNR permitiu recuperar parte dos bens furtados e identificar uma suspeita, contribuindo para o esclarecimento dos factos denunciados pelas vítimas.
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