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A reunião juntou ainda vários autarcas da região, numa sessão de trabalho centrada na análise do futuro desta infraestrutura hidráulica e no impacto que a mesma poderá ter nos territórios abrangidos.

O projeto da Barragem de Girabolhos tem sido, ao longo dos últimos anos, um dos temas mais debatidos na região centro do país, devido às implicações ambientais, económicas e sociais associadas à eventual concretização da obra.

Durante o encontro, os responsáveis políticos e autárquicos abordaram diferentes aspetos relacionados com o projeto, nomeadamente a sua importância estratégica para a gestão dos recursos hídricos, abastecimento de água, sustentabilidade territorial e desenvolvimento regional.

Marco Almeida sublinhou a relevância da infraestrutura, reconhecendo o potencial estratégico da barragem para o futuro da região. No entanto, o autarca deixou claro que qualquer decisão deverá ter sempre em consideração os interesses das populações diretamente afetadas.

“O reconhecimento da importância estratégica desta infraestrutura não pode ignorar a necessidade de salvaguardar os interesses das nossas populações”, foi uma das posições transmitidas durante a audiência.

O presidente da Câmara de Mangualde garantiu ainda que continuará atento à evolução do processo, defendendo uma abordagem equilibrada entre desenvolvimento regional, proteção ambiental e qualidade de vida das comunidades locais.

A Barragem de Girabolhos, projetada para a bacia do rio Mondego, tem sido apontada em diferentes momentos como uma solução relevante para reforçar a capacidade de armazenamento de água, apoiar a agricultura, contribuir para a produção energética e melhorar a gestão hídrica em períodos de seca.

Contudo, o projeto também tem gerado preocupações em vários municípios da região, sobretudo relacionadas com possíveis impactos ambientais, alterações territoriais e consequências para as populações e atividades económicas locais.

Ao longo dos anos, diferentes governos assumiram posições distintas relativamente à concretização da obra, levando o tema a regressar ciclicamente ao debate político e institucional.

A audiência agora realizada surge numa altura em que as questões ligadas à gestão da água e às alterações climáticas assumem crescente importância nas políticas públicas nacionais e europeias.

A escassez hídrica, os períodos prolongados de seca e a necessidade de garantir reservas estratégicas de água têm levado o Governo e as entidades ambientais a reavaliar diferentes projetos hidráulicos considerados prioritários.

Neste contexto, os autarcas da região procuraram reforçar a necessidade de existir diálogo permanente entre o Governo, as autarquias e as populações, garantindo transparência e participação nos processos de decisão.

Marco Almeida destacou ainda a importância de defender os interesses do concelho de Mangualde e das comunidades envolvidas, assegurando que o município continuará a acompanhar de perto todos os desenvolvimentos relacionados com a Barragem de Girabolhos.

A participação do autarca nesta audiência enquadra-se também numa estratégia de proximidade institucional e defesa dos interesses regionais, numa altura em que vários projetos estruturantes estão a ser discutidos para o interior do país.

A Agência Portuguesa do Ambiente, presente na reunião, deverá continuar a acompanhar os estudos e avaliações relacionados com o impacto ambiental e territorial da infraestrutura, num processo que permanece em análise.

Apesar de ainda não existirem decisões definitivas sobre o avanço da barragem, os municípios envolvidos pretendem manter uma posição ativa e interventiva, procurando garantir que qualquer solução futura tenha em consideração o equilíbrio entre desenvolvimento, sustentabilidade e proteção das populações.

O debate em torno da Barragem de Girabolhos deverá continuar nos próximos meses, acompanhando as orientações do Governo e as necessidades identificadas para a gestão dos recursos hídricos da região.

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