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O projeto foi apresentado esta quarta-feira, em Espinho, e surge com o objetivo de inscrever as romarias de ovelhas e rebanhos no Inventário Nacional do Património Cultural Imaterial, reforçando a identidade rural do território.

Mangualde conta atualmente com cerca de 80 pastores, 1.800 ovelhas da Serra da Estrela, além de mais de 2.200 ovelhas de raças indeterminadas e 160 cabras, números que demonstram a relevância da atividade pastoril.

Segundo o presidente da Câmara Municipal, Marco Almeida, esta iniciativa pretende valorizar uma prática ancestral. “Mangualde é um território historicamente ligado à pastorícia. Queremos afirmar esta identidade e proteger as nossas tradições”, afirmou.

Um dos momentos centrais do projeto será a Festa dos Pastores e da Transumância, agendada para 21 de junho, no Monte Nossa Senhora do Castelo.

O evento irá incluir recriações da transumância, caminhadas com rebanhos, concursos temáticos, mostra de produtos locais, como queijo e borrego, e animação cultural.

A vereadora da Cultura e Turismo, Rosalina Alegre, destacou o envolvimento da comunidade e das instituições locais, sublinhando que o projeto integra uma estratégia mais ampla de promoção do território e do turismo.

A iniciativa prevê ainda a criação de uma marca própria, desenvolvimento de merchandising, apoio aos pastores e ações de divulgação contínua.

“Pelos Carreiros da Transumância” pretende também sensibilizar para a importância ecológica das pastagens, promover a sustentabilidade, apoiar o setor pecuário e valorizar a cultura pastoril como motor de desenvolvimento rural.

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