O Instituto Politécnico de Viseu (IPV) passará a designar-se oficialmente Universidade Politécnica de Viseu a partir do mês de agosto, no âmbito da revisão do Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES).
A mudança integra um conjunto de 13 instituições de ensino superior politécnico que passam a adotar a nova designação, após uma avaliação independente da Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES), que concluiu que todas cumprem os padrões de qualidade exigidos para esta transição.
A alteração foi recebida com satisfação pelo Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos (CCISP), que considera este passo um reconhecimento da qualidade, maturidade científica e excelência alcançadas pelo ensino politécnico em Portugal.
Apesar da nova designação, a futura Universidade Politécnica de Viseu manterá a sua identidade assente num ensino prático e aplicado, fortemente ligado às necessidades da região e do tecido empresarial. A instituição passa, contudo, a poder integrar cursos e unidades orgânicas anteriormente reservados às universidades tradicionais, alargando a sua oferta académica e capacidade de desenvolvimento.
Outra das novidades prende-se com a liderança das instituições. Os atuais presidentes passarão a designar-se reitores, sendo eleitos diretamente pela comunidade académica, num modelo semelhante ao das universidades.
O presidente do CCISP, Luís Loures, considera que esta alteração representa o reconhecimento do percurso desenvolvido pelos institutos politécnicos, destacando o reforço da investigação, da qualificação do corpo docente e do contributo destas instituições para a coesão territorial e o desenvolvimento regional. O responsável defendeu, no entanto, que continua a ser necessário aumentar o investimento no ensino superior, lembrando que Portugal continua abaixo da média da OCDE em matéria de financiamento.
Além de Viseu, passam igualmente a designar-se Universidades Politécnicas os atuais institutos politécnicos de Beja, Bragança, Castelo Branco, Cávado e Ave, Coimbra, Guarda, Lisboa, Portalegre, Santarém, Setúbal, Tomar e Viana do Castelo. Já os Politécnicos de Leiria e do Porto seguiram um percurso distinto, integrando o sistema universitário público geral.
A mudança representa um marco histórico para o ensino superior politécnico português e reforça o posicionamento da instituição viseense no panorama académico nacional.
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