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O encontro está marcado para as 19h00, no Estádio Municipal do Fontelo, em Viseu.

Do lado do Torreense, há confiança sustentada nos resultados recentes. A equipa de Torres Vedras já conquistou a Taça de Portugal na época passada e abriu esta temporada com a vitória na Supertaça, precisamente frente ao Benfica. Agora, quer fechar o ciclo com mais um troféu.

Ainda assim, o treinador Gonçalo Nunes recusa qualquer excesso de confiança. O técnico admite que o histórico recente frente ao Valadares Gaia não é favorável e alerta para o equilíbrio do jogo: duas equipas organizadas, competitivas e com identidade própria.

A capitã Carolina Correia reforça o estado de espírito do grupo: o Torreense chega à final invicto desde janeiro, apesar de alguns empates recentes. A mensagem é clara: foco total e ambição intacta.

Do outro lado está um Valadares Gaia que tem feito uma época sólida e que quer aproveitar o momento. A equipa orientada por Zé Nando surge bem posicionada na Liga BPI e acredita que pode discutir o troféu até ao fim.

A capitã Erin Seppin não foge ao discurso direto: o objetivo é ganhar, mas sempre como equipa. O grupo acredita que tem argumentos suficientes para contrariar o favoritismo implícito do adversário.

Zé Nando reforça essa ideia. Reconhece a qualidade do Torreense, mas aponta para um jogo equilibrado, onde os detalhes podem decidir. Numa final, diz, o rigor é determinante — e qualquer erro pode ser fatal.

Este será também um momento simbólico para o futebol feminino português. Pela primeira vez, a final da Taça da Liga não inclui Benfica ou Sporting, clubes que dominaram as decisões anteriores.

O cenário muda — e abre espaço a novos protagonistas.

Hoje, uma das duas equipas escreve história. Sem rodeios: há um troféu em jogo e ninguém quer sair de mãos vazias.

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