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A medida faz parte do reforço operacional previsto para o verão de 2026 e surge integrada num plano nacional de investimento de 550 milhões de euros nos bombeiros ao longo da próxima década.

Segundo Rui Rocha, o retardante — produto utilizado para travar a propagação das chamas — estava em 2025 disponível apenas num centro de meios aéreos, mas será agora alargado a mais quatro bases operacionais: Viseu, Vila Real, Proença e Sernache.

A decisão coloca Viseu entre os pontos considerados estratégicos para a resposta aos incêndios florestais na Região Centro, uma das zonas historicamente mais afetadas pelos fogos em Portugal.

O governante destacou também o reforço do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), com mais três grupos de ataque ampliado e mais de 160 operacionais adicionais.

A Força Especial de Proteção Civil vai igualmente aumentar de dimensão, passando de 216 para quase 300 elementos.

No total, Portugal terá 81 meios aéreos disponíveis durante o período mais crítico de incêndios, entre 1 de julho e 30 de setembro.

Rui Rocha revelou ainda que os helicópteros Black Hawk foram transferidos de Ovar para Monte Real para ficarem “mais perto da Região Centro”.

Além dos meios aéreos, haverá também reforço terrestre com 50 máquinas de rasto — o dobro do ano passado — e mais 18 equipamentos disponibilizados pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

O secretário de Estado aproveitou ainda para confirmar que o Governo pretende investir cerca de 550 milhões de euros nos bombeiros nos próximos dez anos.

O levantamento feito pela Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil aponta para necessidades urgentes em viaturas, quartéis, autoescadas, equipamentos de proteção individual e substituição de instalações com amianto.

“Não estamos a falar de coisas que não são essenciais”, afirmou Rui Rocha.

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